Por Adriano Rios
Nessa edição, trouxemos como matéria de capa uma pauta muito importante, não só para o taxista como para qualquer cidadão que frequenta os postos de combustíveis, na verdade, aqueles postos que possuem abastecimento com Gás Natural Veicular (GNV).
Por qual motivo esse assunto é tão relevante? Porque existem verdadeiras “bombas-relógios” sendo abastecidas em situações de perigo pelo Brasil.
Veículos que instalam o kit gás e não passam por oficinas credenciadas e pelo processo de homologação dos órgãos competentes que controlam o uso dessa tecnologia, no caso de Pernambuco, o Detran-PE e o Instituto de Pesos e Medidas de Pernambuco (IPEM), que exigem o Certificado de Segurança Veicular (CSV), documento que assegura que o veículo passou por todas as etapas de segurança na adaptação para o uso do GNV.
Não existem leis que exijam que os postos de combustíveis cobrem do motorista a apresentação do CSV, por conta disso, os frentistas ficam impossibilitados de pedir a apresentação do documento e acabam abastecendo o veículo sem saber se aquele carro está regular ou trata-se de uma “bomba-relógio”.
É preciso que alguma medida seja feita, que o poder legislativo exerça seu papel e proponha uma lei para que isso tenha um fim e os cidadãos tenham mais segurança nos postos de combustíveis.
Outro tema corriqueiro, mais uma vez abardado pelo Ei, Táxi, é a falta de fiscalização das prefeituras sobre o transporte clandestino.
O transporte clandestino é uma praga, está presente em todos os cantos e os motivos principais pra que isso ocorra são porque existem clientes e, porque não existe fiscalização.
Infelizmente, as pessoas tendem a utilizar esse serviço ilegal alegando ser mais barato, contudo, não compreendem que assim como as drogas, o transporte clandestino também sustenta a criminalidade e ao deixar de contribuir com impostos, por exemplo, será menos verba para educação, saúde, segurança e tantas outras demandas da população. Sem falar nas dezenas de casos de crimes cometidos dentro desses veículos, conduzidos, muitas vezes, por marginais. É o barato que sai caro!
Com relação à conduta das autoridades sobre a fiscalização ou falta dela diante do transporte clandestino, a verdade é que é um jogo de empurra. A prefeitura diz que não tem poder de polícia, a polícia diz que é assunto de trânsito e não lhe cabe essa fiscalização e o Ministério Público posa como fiel da balança, mas a bem da verdade é que também não cobra como deveria a atuação dos poderes de prevenção e repressão em cima dessa ilegalidade. Assim, os taxistas sofrem perdas diariamente sem que alguém tome providência e acabe com essa vergonha nacional.
É por essas e outras que o Brasil não é levado à sério!




