Da Redação do Ei, Táxi – Taxistas do Recife até o momento ainda não conseguiram marcar uma reunião com o secretário de Mobilidade e Infraestrutura de Pernambuco, André Teixeira Filho, a fim de tratar sobre a autorização para transitar nos corredores exclusivos do BRT da Região Metropolitana.
A pauta, que é antiga da categoria, não foi bem recebida durante o período eleitoral, e agora parece que está mais difícil de ser discutida. A assessoria de imprensa da Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura de Pernambuco (Semobi-PE) chegou a informar no último mês de setembro, que seria realizado um estudo técnico para analisar se seria viável os taxistas transitarem nos corredores exclusivos do BRT, mas até o momento não houve retorno.
Em um ofício que foi enviado à sede do Governo de Pernambuco, à Semobi-PE e ao Grande Recife Consórcio, entre uma das justificativas dos taxistas é que a autorização para transitarem nas faixas do BRT seria importante para que a categoria e os passageiros se livrassem dos congestionamentos, que são comum na capital e na Região Metropolitana, e também mais fluidez no trânsito.
No último dia 13 de agosto, o Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi), respondeu, através de nota, “que não é permitida a circulação de táxis nos corredores exclusivos do BRT”.
Naquela ocasião, o Governo não se deu ao trabalho nem para justificar tecnicamente o motivo da negativa para a categoria dos taxistas.
No último dia 03 de setembro, após as tentativas de uma entrevista com o então gestor da Semobi-PE, a assessoria de imprensa enviou uma outra nota, antes mesmo do estudo de viabilidade, onde tem mais detalhes sobre a proibição. Confira na íntegra:
“Os corredores exclusivos do Sistema BRT foram concebidos para garantir elevada capacidade de transporte, regularidade operacional, redução dos tempos de viagem e maior confiabilidade do serviço prestado aos usuários do Sistema de Transporte Público de Passageiros da Região Metropolitana do Recife – STPP/RMR. Tais objetivos são alcançados, entre outros fatores, pela segregação operacional do corredor e pela circulação exclusiva dos veículos autorizados para sua operação.
A inserção de táxis nos corredores exclusivos comprometeria os parâmetros operacionais para os quais o sistema foi projetado, podendo ocasionar interferências na fluidez operacional, aumento do tempo de percurso dos serviços de transporte coletivo, redução da confiabilidade do sistema, além de potenciais impactos à segurança operacional nas áreas de ultrapassagem, cruzamentos e estações de embarque e desembarque.
Ressalta-se, ainda, que a exclusividade de circulação constitui elemento estruturante do modelo operacional do BRT, sendo sua flexibilização incompatível com os princípios técnicos que norteiam a implantação e a operação desse tipo de infraestrutura de transporte coletivo de alta capacidade.
A Eventual autorização para a circulação de táxis nessas vias poderá promover alteração nas condições originalmente estabelecidas para a exploração do serviço, com possíveis repercussões sobre a operação, os níveis de desempenho e, consequentemente, sobre a equação econômico-financeira dos contratos de concessão.
Contudo, que o CTM vem realizando estudos e avaliando novas possibilidades para o aprimoramento da mobilidade metropolitana, inclusive no que se refere à integração entre os diferentes modos de transporte, buscando soluções que promovam maior complementaridade entre o transporte coletivo e os demais serviços de mobilidade”.