Passado cerca de um mês desde que o taxista Cândido Antônio de Alencar, de Camaçari, fez um apelo direto ao governador Jerônimo Rodrigues contra as multas aplicadas em viagens intermunicipais, o problema segue exatamente no mesmo lugar: sem solução — e agora, sem andamento.
Na ocasião, o governador chegou a indicar o caminho institucional, fornecendo o contato do secretário da Serin, Adolpho Loyola, para que o tema fosse tratado oficialmente.
A partir disso, caberia ao Sindicato dos Taxistas de Camaçari (Sintac) formalizar um ofício solicitando a reunião. Simples. Direto. Objetivo.
Mas, aparentemente, não tão simples assim.
Ofício pronto… mas parado
Segundo informações do presidente do sindicato, Leônidas Loiola, o documento já estaria pronto, dependendo apenas da assinatura da diretoria para ser protocolado. Embora Leônidas Loiola tenha passado essa informação, em momento algum ele chegou a enviar uma cópia do documento para o Portal Ei Táxi, comprovando o que disse.
Agora, semanas depois, o cenário segue o mesmo: o ofício não foi protocolado.
Enquanto isso, taxistas continuam atuando com o risco de serem multados, enfrentando prejuízos e insegurança para trabalhar — exatamente o problema que motivou o apelo inicial ao governador.
Falta tempo ou falta prioridade?
Fica a pergunta inevitável: o que está tomando tanto tempo da diretoria do sindicato a ponto de impedir algo tão básico quanto assinar e protocolar um ofício?
A categoria aguarda uma solução urgente para um problema que impacta diretamente o sustento de dezenas de profissionais. Ainda assim, o processo segue travado em uma etapa burocrática elementar.
Seria falta de tempo? Falta de alinhamento? Ou simplesmente falta de prioridade?
Silêncio do sindicato
O Portal Ei Táxi entrou em contato com o presidente do Sintac, Leônidas Loiola, na última quarta-feira (8), para entender o motivo da demora e obter uma atualização sobre o andamento do ofício. Até o fechamento desta matéria, não houve qualquer retorno.
Categoria segue no prejuízo
Enquanto o documento não sai do papel, o problema continua nas ruas.
Taxistas seguem com risco de serem autuados por realizar viagens intermunicipais, mesmo em situações comuns da atividade, como corridas para aeroportos e deslocamentos entre cidades próximas.
O que poderia estar avançando em uma mesa de negociação segue parado — e o tempo, para quem vive do trabalho diário, não espera.
Urgência que não combina com demora
O caso escancara um contraste preocupante: de um lado, a urgência de quem precisa trabalhar; do outro, a lentidão de quem deveria representar a categoria.
A expectativa agora é que o sindicato finalmente avance com o protocolo do ofício e dê sequência a uma pauta que já deveria estar em discussão com o governo estadual.
O espaço segue aberto para manifestação do Sintac.
O Portal Ei Táxi seguirá acompanhando — e cobrando.




