A Semob divulgou nesta quarta-feira (1°) um release informando a intensificação da fiscalização contra o transporte clandestino na nova rodoviária de Salvador, localizada em Águas Claras. No entanto, a versão oficial contrasta diretamente com relatos recorrentes de taxistas que atuam diariamente no terminal.
Segundo a secretaria, foram realizadas 52 abordagens nos meses de fevereiro e março na região da rodoviária, como parte de uma estratégia para coibir o transporte irregular e organizar o fluxo de passageiros.
O órgão afirma ainda que a nova rodoviária é tratada como ponto estratégico e que as ações incluem abordagens, autuações e remoções de veículos irregulares.
Balanço – No consolidado do mês de março, a Semob realizou 286 abordagens em toda a cidade, com 126 remoções de veículos irregulares. As ações também ocorreram em outras áreas de grande demanda, como Aeroporto, Ferry-Boat, Estação da Lapa, Paripe e Avenida Paralela.
Realidade relatada pelos taxistas é outra
Apesar dos números apresentados pela Semob, taxistas ouvidos pelo Portal Ei Táxi seguem denunciando que motoristas clandestinos atuam livremente no local, inclusive abordando passageiros dentro do terminal.
Em janeiro, o Portal já havia publicado uma matéria relatando exatamente esse problema, apontando a ausência de fiscalização visível e a ocupação irregular das áreas mais próximas ao desembarque por motoristas não autorizados.
De acordo com os profissionais, a situação permanece a mesma:
- Cladestinos continuam atuando diariamente
- Abordam passageiros diretamente na saída
Falta de resposta da Semob
Um dos pontos que mais chama atenção é o silêncio da Semob diante dos questionamentos feitos pelo Portal Ei Táxi.
Desde a publicação da denúncia em janeiro, a secretaria não respondeu às perguntas encaminhadas, limitando-se a divulgar releases institucionais com dados genéricos sobre fiscalização.
A postura levanta dúvidas sobre a efetividade das ações anunciadas e sobre a transparência na comunicação com a categoria.
Fiscalização no papel ou na prática?
Embora a divulgação de operações seja positiva, principalmente em um ponto de grande circulação como a rodoviária, a percepção dos taxistas é de que a fiscalização não ocorre de forma contínua ou eficaz.
Na prática, segundo os relatos, o transporte clandestino segue operando sem grandes restrições, o que gera:
- Concorrência desleal
- Perda de renda para taxistas
- Desorganização no terminal
- Riscos à segurança dos passageiros
Operações são bem-vindas, mas precisam acontecer de fato
As ações anunciadas pela Semob são importantes e necessárias. No entanto, para a categoria, o que realmente importa é que essas operações ocorram de forma efetiva no dia a dia.
Sem presença constante de fiscalização, a tendência é que o problema persista — independentemente dos números divulgados oficialmente.
O Portal Ei Táxi reforça o espaço aberto para que a Semob se manifeste sobre as denúncias feitas pelos taxistas e esclareça as medidas adotadas no local.




