Na manhã desta segunda-feira (9), taxistas participaram de uma apresentação na Secretaria de Mobilidade de Salvador (Semob), onde foram detalhadas a infraestrutura e a logística para a atuação da categoria durante o Carnaval 2026.
Entre as principais medidas anunciadas está a manutenção de 17 pontos oficiais de embarque e desembarque, estrategicamente distribuídos em áreas de grande circulação próximas aos circuitos da festa. A proposta é facilitar o acesso dos foliões ao transporte regulamentado e garantir maior organização na operação dos táxis.
Outra confirmação foi quanto ao uso da Bandeira 2, que poderá ser aplicada das 18h do dia 12 até às 12h da Quarta-feira de Cinzas (18 de fevereiro) — período que concentra o maior volume de corridas.
Confira os pontos de táxi durante o Carnaval

- Vale do Canela (Viaduto Menininha do Gantois)
- Politeama de Cima (antigo Colégio Ideia)
- Joana Angélica (Colégio Central)
- Praça Cairu (em frente ao Elevador Lacerda)
- Rua do Tijolo (ao lado do Viaduto da Sé)
- Av. da França (próximo ao Hub Salvador)
- Ladeira do Taboão (próximo à Praça do Pelourinho)
- Rua Gabriel Soares (perpendicular à Ladeira dos Aflitos)
- Terminal da Barroquinha (ao lado do posto policial)
- Centenário (retorno próximo à Rua Airosa Galvão)
- Estação da Lapa (parte interna)
- Porto da Barra (próximo ao Barra Hotel)
- Rua Edgar da Mata (perpendicular à Av. Ademar de Barros)
- Garibaldi (esquina com a Rua Agnelo de Brito)
- Oceânica, em Ondina (em frente à Pós-Graduação Faresi)
- Rua Afonso Celso
- Rua Nossa Senhora de Fátima (em frente à Pós-Graduação Faresi), destinada aos táxis especiais das cooperativas Táxi Comtas e Táxi Coometas
Faixas exclusivas e circulação
Nos circuitos do Carnaval, os táxis sem passageiros deverão respeitar as faixas exclusivas implantadas nas avenidas Oceânica e Centenário.
Portais de acesso e atuação da Transalvador

Uma das novidades envolve o acesso aos circuitos por meio dos portais de vias exclusivas. Segundo o presidente da Associação Geral dos Taxistas (AGT), Denis Paim, o superintendente da Transalvador, Diego Brito, teria se comprometido a não multar táxis por pendências administrativas junto à Cotae dentro dessas áreas.
O pedido foi motivado por falhas registradas nos carnavais de 2024 e 2025, quando milhares de veículos regulares foram incluídos indevidamente em uma lista de irregulares enviada à Transalvador, resultando em notificações indevidas.
Apesar dessa flexibilidade, os taxistas continuam sujeitos à fiscalização quanto a infrações de trânsito e documentação do veículo ou do condutor, especialmente fora dos portais.
Lembranças recentes ainda preocupam a categoria
Problemas ocorridos no Carnaval de 2025 ainda repercutem entre os profissionais. Na ocasião, barreiras impediram o acesso dos táxis a pontos estratégicos, enquanto veículos particulares circulavam com maior facilidade.
Um dos casos mais criticados aconteceu na Avenida Milton Santos (antiga Adhemar de Barros), em Ondina. Taxistas foram impedidos de chegar ao trecho do monumento “As Meninas do Brasil (Gordinhas)”, conhecido pela alta demanda ao fim dos desfiles, enquanto carros particulares e motoristas de aplicativo conseguiam se aproximar — muitas vezes cobrando valores elevados.
“Como é que vai sobrar corrida pra gente assim?”, questionou Denis Paim à época, ao denunciar a perda de espaço da categoria em uma das áreas mais movimentadas do circuito Dodô.
Expectativa para 2026

Este ano, a expectativa dos taxistas é que o planejamento seja acompanhado de fiscalização eficiente e ajustes operacionais em tempo real, evitando a repetição de problemas anteriores e garantindo condições mais equilibradas de trabalho.
Para os foliões, a oferta dos pontos representa mais uma alternativa segura e regulamentada de deslocamento durante a maior festa de rua do planeta.




