Na última sexta-feira (6), uma reunião realizada em Jaboatão dos Guararapes reuniu lideranças da categoria para discutir demandas consideradas urgentes para os taxistas da Região Metropolitana do Recife. Participaram do encontro o presidente da Casa dos Taxistas de Pernambuco, Carlos Leandro, o taxista Geraldo Silva, que deve assumir uma cadeira na diretoria da entidade, e Flávio Mendes, taxista de Jaboatão e empresário do aplicativo “Só Táxi”.
Entre os principais temas debatidos, ganhou destaque o pedido de retorno das vagas de apoio no Aeroporto Internacional do Recife. Segundo a categoria, os espaços foram retirados pela Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) após a concessionária Aena Brasil assumir a administração do terminal, o que teria impactado diretamente os profissionais que transportam passageiros de cidades vizinhas.
De acordo com Carlos Leandro, as vagas garantiam um ambiente regulamentado para que taxistas de outros municípios pudessem buscar passageiros previamente contratados, evitando transtornos tanto para os motoristas quanto para os clientes.
“Estamos solicitando o retorno desse estacionamento, uma área reservada que tínhamos, em torno de 10 vagas para táxi de outros municípios, para buscarmos nossos passageiros de origem. Nós chegávamos, nos identificávamos, tínhamos uma tolerância e podíamos buscar o nosso passageiro no desembarque, sem perseguição e sem constrangimento. Mas ficamos sem esse espaço para termos a condição de buscarmos os nossos passageiros”, explicou.
Impactos para a mobilidade regional
Os taxistas afirmam que a ausência dessas vagas prejudica não apenas os profissionais, mas também passageiros que chegam ao Recife com destino a cidades da Região Metropolitana e da Mata Sul.
Segundo representantes da categoria, as duas cooperativas que operam no aeroporto não conseguem suprir toda a demanda desses municípios, especialmente aqueles que contam com rede hoteleira robusta e forte atividade turística e industrial.
A avaliação é de que a medida pode gerar gargalos no transporte e dificultar o deslocamento de visitantes que já chegam com corridas previamente agendadas.
Outros temas discutidos
Além do aeroporto, a reunião também abordou:
- A reestruturação da diretoria da Casa do Taxista;
- O projeto de expansão da entidade para outros municípios;
- A demora na transferência de licenças de táxi, apontada como um entrave burocrático que afeta diretamente o planejamento dos profissionais.
Expectativa da categoria
A Casa dos Taxistas deve formalizar o pleito junto aos órgãos responsáveis, buscando a reavaliação da medida e a retomada do espaço de apoio no aeroporto.
Para os representantes da categoria, garantir um ponto regulamentado para embarque de passageiros de origem é uma questão de organização, respeito profissional e melhoria do serviço prestado ao usuário.




