Segundo o site da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP), de janeiro a março de 2015 foram cometidos 7.088 crimes no estado. Na soma, estão furto de veículo (1.278), roubo de veículo (3.496), roubo a ônibus (786), latrocínio (55) e homicídio doloso (1.473). O órgão não possui um levantamento específico das ocorrências envolvendo taxistas.
O alto índice vem sendo refletido no dia a dia da população e inclui taxistas, expostos diariamente devido à rotina de trabalho. O presidente da Coastaxi, Gilberto de Oliveira, informa que só neste ano já aconteçam seis assassinatos de taxistas: quatro roubos seguidos de morte e duas execuções.
Um dos casos mais recente é o do taxista Antonio Carlos Silva Santos, 52, morto no dia 25/06, durante assalto no bairro de Stiep. O ocorrido está sendo investigados pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Para Gilberto a categoria é uma presa fácil para bandidos. “O taxista não pode recusar uma corrida quando o passageiro é suspeito, ou quando o local é perigoso”, reclama. Ainda segundo ele, descartar passageiro ocasiona multa e suspensão dada pela Cotae.
Argumento unânime entre a categoria é a necessidade de ações mais enérgicas do governo do estado. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou, no dia 06/07, ter se reunido com representantes da classe e que medidas seriam tomadas.

PM diz ter feito 17 mil abordagens a taxistas. Categoria nega
Segundo informações do Governo do Estado da Bahia, as abordagens aconteceram nos cinco primeiros meses de 2015. “Somente em 2014, a PM promoveu 39 mil abordagens a taxistas, bem como aos usuários deste tipo de transporte. De acordo com o capitão Ramos, até maio deste ano, cerca de 17 mil abordagens a táxis foram feitas nas blitzes”.
Representantes da categoria contestam a informação. Gilberto Oliveira acha impossível esse número de abordagens em cinco meses. “Nós não vemos essa quantidade tantas de blitz a taxistas nas ruas”, pontuou.
O vice-presidente do Sinditaxi, Luiz Santana, confirma que são feitas ações de fiscalização, mas também contesta os números. “17 mil em apenas cinco meses é um pouco duvidoso”.
Entramos em contato com a PM para saber sobre a continuidade das ações, mas, até o fechamento desta edição, não fomos atendidos.

Sobre o andamento das investigações dos assassinatos dos taxistas, entramos em contato com a DHPP e fomos informados que nos casos que aconteceram em Tancredo Neves e Camaçarí, as investigações estão em andamento e os suspeitos ainda não foram identificados. Os suspeitos do assassinato de Antonio Carlos foram identificados, mas ainda não foram presos.




