A Internacional Travessias, administradora do Ferry Boat de Salvador, pretende cobrar uma taxa de R$ 4,33/dia ou R$ 129/mês por cada taxista que deseje utilizar a área que serve como estoque da fila de táxi. Ano passado, o terreno foi reformado pela empresa e transformado num estoque com capacidade para 80 veículos. Inicialmente, os profissionais até aprovaram a reforma, mas não imaginavam que a conta ficaria salgada. Agora, com a pandemia, as dificuldades para honrar com esta quantia tornaram-se ainda maior e os taxistas não sabem o que farão caso a cobrança se efetive.
O assunto foi encaminhado à Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (AGERBA), que deu sinal verde para a cobrança. Os trabalhadores solicitaram à Prefeitura o uso de um terreno, próximo ao estoque do Ferry Boat, mas o local foi transformado em Zona Azul.
A cobrança pelo uso do equipamento tem gerado incertezas aos taxistas, sobretudo, nesse momento de pandemia com a recessão econômica. “Saio de casa às 4h. Quando faço três corridas pela manhã, levanto as mãos para o céu. Estamos nesse impasse, pedindo que a prefeitura ceda o terreno próximo ao Ferry Boat para utilizarmos. Com isso, teremos um local aonde ficar, sem custo de permanência”, desabafou o taxista Edson Souza (A-6622).
O mesmo sentimento é compartilhado por Gilberto Silva (Coastaxi). “O problema é que essa administradora quer impor essa situação. Estamos vivendo de auxílio para tentar cobrir o déficit, imagine ter um custo de R$ 129 por mês. De onde vai sair esse dinheiro? E a Agerba que, inicialmente foi solidária com a gente, agora, vem querer apoiar essa medida abusiva. Isso é inaceitável. Também fizemos uma solicitação ao município sobre o terreno para que nos ajude nessa situação”, reclamou.
RESPOSTAS
Em nota, a AGERBA respondeu que “conforme o contrato de concessão, a empresa administradora do Sistema Ferry Boat tem o direito de operar e explorar comercialmente as áreas e serviços do terminal hidroviário. O espaço em questão é uma área privada que conta com infraestrutura de apoio aos taxistas, para sua utilização é cobrada uma taxa mensal, não sendo obrigatória sua utilização por estes profissionais”.
O jornal Ei Táxi entrou em contato com a SEMOB para saber da prefeitura sobre a área citada pelo taxista, mas até o fechamento desta edição não obteve retorno.




