Da Redação do Ei, Táxi – Há mais de uma década à frente da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), a presidente do órgão, Taciana Ferreira, mostra que não está nem um pouco preocupada com a situação do transporte clandestino de passageiros na capital pernambucana, e se omite quando indagada sobre o assunto.
Diariamente, o Ei, Táxi recebe denúncia de taxistas sobre a atuação de motoristas clandestinos em supermercados, aeroporto, rodoviária e em outros pontos importantes e estratégicos da cidade. Mesmo sendo uma pratica ilegal e inconstitucional a situação, os clandestinos não encontram nenhuma dificuldade para oferecer corridas.
A denúncia mais recente foi sobre a atuação de motoristas clandestinos no Aeroporto Internacional, tanto na área interna, quanto na área externa do terminal aeroportuário. Outro ponto onde, conforme relato de taxistas, motoristas clandestinos estão diariamente é no Novo Atacarejo do bairro da Várzea, na zona oeste do Recife.
Quando realizam esse tipo de denúncia, os taxistas preferem não se identificar, pois têm receio de sofrer algum tipo de represália, já que esses motoristas ilegais estão todos os dias no mesmo local e não há quem fiscalize.
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“A Aena, que é responsável pela administração do Aeroporto, tem vigilância particular para inibir os clandestinos e, com isso, melhorou bastante na área interna do Aeroporto. Porém, na área externa não compete a Aena, e, infelizmente, o poder público não realiza ações efetivas”, relatou um taxista que trabalha no terminal aeroportuário da capital pernambucana. Ele preferiu não informar a sua identidade. “Prefiro que preserve meu nome, pois estou diariamente aqui no aeroporto”, disse um taxista.
“Além da concorrência com os motoristas de aplicativos, temos também a concorrência com o transporte irregular de passageiros. O esquema funciona da seguinte forma: tem um cidadão que chega aqui na portaria do desembarque, pergunta ao viajante qual seria o destino. Posteriormente, consulta o valor da corrida em alguma plataforma, e oferece até um preço menor. Às vezes, esse cidadão entra até no aeroporto e aborda as pessoas. É um absurdo”, explicou outro taxista.
A reportagem do Ei, Táxi entrou em contato com a Cooperativa de Serviço de Táxi Comum do Aeroporto do Recife (Coopstar), responsável pela organização de pontos de táxi no terminal. A cooperativa informou, por meio de seus representantes, que “vão levar o caso ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), em busca de uma solução efetiva”. Ainda informaram que seria necessário uma força tarefa da Autarquia de Trânsito e Transporte do Recife (CTTU), junto às polícias militar, civil e federal para combater o transporte irregular de passageiros.
SAIBA MAIS
Transporte irregular de passageiros (clandestino) é infração gravíssima, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), resultando em multa de R$ 293,47 (multiplicada por 5, totalizando R$ 1.467,35), 7 pontos na CNH e remoção do veículo. Para transporte intermunicipal/interestadual, a multa da ANTT pode chegar a R$ 7.428,32 e retenção do veículo por 72 horas.




