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A ignorância continua empoderada – Por Antônio Carlos Aquino de Oliveira

Vacinação
Foto: Bruno Concha/Secom/Pms

O mundo jamais terá paz, evolução sustentável e democratizada enquanto a ignorância e a estupidez tiverem poder e, em muitos casos, estiverem no poder. Desenvolvimento é incompatível com ignorância, mantendo a compreensão que sabedoria é algo muito maior que apenas formação acadêmica.

O comportamento de muitos médicos e profissionais de saúde, das entidades médicas, de muitos dirigentes de órgãos públicos de saúde, de governos e de parte da sociedade brasileira, durante essa pandemia, tem sido, no mínimo, questionável, quando não criminoso.

Um grande amigo, médico, me lembra, com pesar e angústia, que na Alemanha nazista estimava-se que 80% dos médicos apoiavam o Führer. Um filme de terror que não passa e não acaba.

O fenômeno que leva os ignorantes a acreditarem saber mais que os profissionais, cientistas e professores, chama-se efeito Dunning-Kruger. Isso faz com que, quando esses estúpidos estão no poder, além de tomar decisões erradas, geralmente suas ações causam resultados catastróficos. Eles têm a ilusão doentia de superioridade e são incapazes de reconhecer os próprios erros, o que a pesquisa de Dunning e Kruger explicaria. Nem sempre tomar conhecimento da posição que a ciência adota naquele momento ilumina a mente dessas pessoas.

Sou de uma geração em que as mães ostentavam com satisfação e orgulho as carteiras de vacinação dos filhos, comemoravam cada nova descoberta da ciência no campo da saúde, orientada para salvar vidas e evitar doenças. Com nossas filhas e filhos continuamos e ampliamos a compreensão da importância das vacinas e dos controles sanitários no mundo.

Essa semana a nação foi sacudida com a informação de que as campanhas de vacinação não estão atingindo as metas, que as coberturas vacinais não estão alcançando os objetivos propostos. Isso é uma loucura, uma insana irresponsabilidade comparável sim aos tempos em que parte da Medicina e das Comunicações estava a serviço do nazismo, do experimentalismo criminoso, do uso das cobaias humanas, da falta de ética, controle e transparência nos estudos e avanços da ciência.

A ciência, a tecnologia, a verdadeira política e o conhecimento devem estar a serviço do bem estar social e da qualidade de vida da humanidade e não deveria dar espaço para que a ignorância, a estupidez, a imbecilidade e a violência ousassem prevalecer, colocando em risco a tão imprescindível proteção sanitária coletiva.

Como fazer do debate sincero o caminho para o consenso que nos protegerá a todos de ameaças como a que ora nos fustiga, sem que marginais se utilizem da desinformação e de fakenews para auferir gordos lucros? Este é o desafio que colocamos para a sociedade baiana e brasileira.

Antônio Carlos Aquino de Oliveira, Colunista, Falando Sério

 

 

 

 

Antônio Carlos Aquino de Oliveira

Administrador, Consultor, Palestrante e Empresário do setor de publicidade

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