Da Redação do Ei, Táxi – Profissionais taxistas que trabalham em pontos situados em supermercados, no Recife, reclamam da falta de fiscalização por parte da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), órgão da Prefeitura da capital pernambucana, para combater os motoristas clandestinos.
“Aqui no Novo Atacarejo do bairro da Várzea, os motoristas clandestinos oferecem corridas o dia todo, tanto na área interna, quanto na área externa do mercado. Se isso é transporte é irregular, porque ninguém faz nada? Aqui já teve até confusão entre taxista e esses condutores, que também chamamos de ‘pirulito’. Os guardas da CTTU não estão nem aí. Ficam de braços cruzados. Parece que algo que é ilegal já está normalizado. Quem está por trás disso?, relatou um taxista indignado, que preferiu ter a sua identidade preservada.
Assim como nos supermercados, no aeroporto, nas feiras e em diversos outros pontos estratégicos da capital pernambucana, os motoristas clandestinos também marcam presença.
“Aqui no Aeroporto do Recife, sabemos até quem controla os carros clandestinos. A Aena, que é responsável pela administração, tem vigias que fiscalizam internamente, mas na área externa do aeroporto esses motoristas irregulares fazem o que querem. A CTTU sabe muito bem o que acontece aqui”, afirmou um taxista de trabalha em um ponto no terminal aeroportuário da capital pernambucana.
A reportagem do Ei, Táxi tentou contato com a Prefeitura do Recife para obter um posicionamento sobre o assunto, mas até o fechamento desta matéria não houve retorno. O espaço fica aberto para a administração municipal se pronunciar.
A reportagem também fez contato com o Novo Atacarejo e aguarda um retorno.
SAIBA MAIS
Transporte irregular de passageiros (clandestino) é infração gravíssima, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), resultando em multa de R$ 293,47 (multiplicada por 5, totalizando R$ 1.467,35), 7 pontos na CNH e remoção do veículo. Para transporte intermunicipal/interestadual, a multa da ANTT pode chegar a R$ 7.428,32 e retenção do veículo por 72 horas.




