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Reajuste da tarifa de táxi: “ter ou não ter, eis a questão!”

Uma das piores crises financeiras vividas no país, cerca de doze milhões de brasileiros desempregados e a atuação do transporte clandestino através de aplicativos contribuíram para tornar a vida do taxista, que sobrevive da circulação de pessoas pelas cidades, um verdadeiro drama.

Pensando nisso, seria fácil compreender a opinião de vários profissionais da classe que defendem que a tarifa seja congelada, ou seja, que a prefeitura não conceda o reajuste neste ano ou pelo menos não no primeiro semestre.

Por outro lado, existem aqueles que pensam o contrário e argumentam que é um direito conquistado, que praticamente tudo aumentou e o aumento da tarifa de táxi não seria bem um reajuste, mas uma reposição de parte das perdas acumuladas ao longo de 2016.

Essa parcela que defende o aumento também pode ser compreendida visto que, assim como o taxista, toda categoria tem a sua data base. Além disso, o taxista foi impactado, ano passado, não só pela inflação, mas, especialmente, pela clandestinidade que atuou como quis nas capitais brasileiras, derrubando o faturamento deste profissional em mais de 50%.

Essa questão envolvendo o reajuste da tarifa mostrou como os taxistas de Salvador ainda batem cabeça quando o assunto é organização e tomada de decisão.

O Sindicato dos Taxistas de Salvador – Sinditaxi precipitou-se e enviou um ofício à Coordenação de Táxi e Transportes Especiais (COTAE), solicitando da prefeitura a não aplicação do reajuste em 2017 e alegou que estava atendendo ao pedido da categoria. Essa atitude não passou de mais uma derrapada do sindicato. Tão logo alguns taxistas descobriram o ato, partiram para exigir que a entidade voltasse atrás, o que ocorreu no dia 04 de janeiro.

Outra que também agiu em nome da classe foi a Associação Metropolitana de Taxistas (AMT), a qual sugeriu, no dia 02/01, à Secretaria de Mobilidade (SEMOB) que não aplique o reajuste da tarifa.

Essas iniciativas isoladas, que não ouvem a categoria, comprovam a falta de representatividade da classe em Salvador. Assim como a ação do Sinditaxi, a atitude da AMT foi reprovada entre os profissionais.

Surgiu então, no dia 4/01, no sindicato, a decisão de consultar a categoria através de abaixo-assinado, se Sim ou Não para o reajuste da tarifa. Diversas listas correram pelos pontos e o resultado foi conhecido no dia 11/01, por volta das 16h, também no Sinditaxi.

Dos cerca de doze mil taxistas, entre permissionário e auxiliar, 1039 participaram do abaixo-assinado e cerca de 56%, 578 votos, escolheram o Não. Sendo assim a comissão responsável pela coleta das assinaturas encaminhou um ofício à SEMOB pedindo ao prefeito que não conceda o reajuste.

56% revela que o resultado foi apertado e comprova a desorganização da categoria. Essa discussão deveria ter acontecido em dezembro e o tempo dado para a coleta de assinaturas seria maior, evitando assim o que já se ouve pelas ruas, onde taxistas alegam não terem tomado conhecimento do abaixo-assinado e por isso não se sentem representados pelo resultado.

Outro aspecto importante, e já conhecido por todos, é o da omissão. Ainda que muitos taxistas tenham revelado que não sabiam da coleta de assinaturas, muitos outros sabiam e, mesmo assim, não quiseram participar do processo, muito menos comparecer no dia do resultado. O taxista de Salvador cabe no ditado do pensador Rafael Rocha “Não espere que os seus erros se consertem sozinhos com o tempo, a omissão fará você errar mais”.

Agora, a decisão está com o prefeito ACM Neto. Se segue o direito da categoria e concede o reajuste ou se atende ao resultado do abaixo-assinado e não concede o reajuste.

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