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Operação da SETUR contra transporte clandestino no aeroporto de Salvador: Combate real ou show político?

Operação da SETUR contra transporte clandestino no aeroporto de Salvador
- Imagens: Divulgação

Na manhã desta quarta-feira (3), a Secretaria de Turismo do Governo do Estado da Bahia (SETUR) organizou uma operação ostensiva de combate ao transporte clandestino no Aeroporto de Salvador. A ação resultou na prisão de dois motoristas ilegais e contou com a presença do secretário da pasta, Luís Maurício Bacellar Batista, acompanhado de assessores, representantes do trade turístico e uma emissora de TV para cobrir o evento. Agentes da Polícia Militar e do Departamento de Trânsito da Bahia (Detran-BA) também participaram da operação. No entanto, a ausência da Secretaria de Mobilidade de Salvador (Semob) levantou questionamentos sobre a efetividade e os reais objetivos da iniciativa.

Enquanto a operação e a prisão dos motoristas ilegais são passos positivos no combate ao transporte clandestino, a presença de uma comitiva completa de autoridades e mídia sugere que a ação pode ter tido um forte componente de autopromoção. Este cenário levanta dúvidas sobre a seriedade da operação e se a mesma representará uma mudança contínua ou se foi apenas um movimento político.

Parabéns com Reservas

A SETUR merece reconhecimento por tomar uma iniciativa contra o transporte clandestino, uma questão que há muito tempo afeta a segurança e a legalidade no transporte de passageiros na capital baiana. No entanto, a presença massiva de figuras políticas e midiáticas em um evento que deveria ser estritamente operacional causa estranheza. Normalmente, ações desse tipo demandam foco e discrição para garantir eficiência e segurança, tanto para os agentes envolvidos quanto para os passageiros e operadores legais do serviço.

A operação, que deveria ser uma demonstração de força contra um problema contínuo, pareceu mais um espetáculo midiático. A autopromoção política em torno de ações executadas é comum, mas quando isso ocorre em meio a uma ação que deveria ser intensa e focada no combate a uma ilegalidade, surgem dúvidas sobre as intenções reais e a efetividade da operação.

Questões Sem Resposta

Um ponto que chama atenção é a ausência de fiscais da Semob, órgão responsável pela mobilidade urbana e que possui um papel crucial no compartilhamento de informações e na execução de uma força-tarefa conjunta contra o transporte clandestino. A falta de participação da Semob levanta questões sobre a coordenação entre diferentes níveis de governo e a integridade da operação.

Na matéria “Campanha contra transporte clandestino no aeroporto de Salvador contrasta com realidade nos terminais”, o Ei Táxi já havia cobrado ações mais efetivas e contínuas das autoridades competentes. A comunidade de taxistas e os cidadãos que dependem do transporte legalizado agora aguardam para ver se essa operação da SETUR será o início de uma mudança real ou se não passou de uma ação política.

Vigilância Contínua

O Ei Táxi continuará monitorando a situação para verificar se a operação realizada pela SETUR se traduzirá em uma política de combate contínuo e efetivo ao transporte clandestino, ou se foi apenas um evento isolado com fins políticos. O que fica no ar é a dúvida: essa ação terá continuidade e realmente fará a diferença, ou os taxistas e usuários ficarão com a impressão de que tudo não passou de um circo para autopromoção?

A resposta a essas perguntas só virá com o tempo e com a observação atenta das próximas ações das autoridades. Enquanto isso, a comunidade de taxistas e passageiros permanece com uma pulga atrás da orelha, esperando por uma solução definitiva para um problema que insiste em persistir.

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