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Operação contra transporte clandestino no aeroporto de Salvador: Um espetáculo político

Membros da Secretaria de Turismo da Bahia no aeroporto de Salvador
Um verdadeiro espetáculo político - Imagem: Divulgação

O recente esforço da Secretaria de Turismo da Bahia (SETUR) para combater o transporte clandestino no aeroporto de Salvador foi, segundo muitos, um verdadeiro espetáculo político – um show sem substância que durou menos que pão quente em padaria. E, como sempre, os taxistas estavam certos ao duvidar da eficácia dessa operação.

A Operação: Um Flash na Panela

A operação grandiosamente anunciada pela SETUR, que prometia um cerco cerrado aos motoristas clandestinos, durou apenas 24 horas antes de cair na mesmice. De acordo com relatos, o cenário no aeroporto voltou à sua normalidade desconcertante em um piscar de olhos. Motoristas clandestinos já estavam de volta ao trabalho, aliciando passageiros no portão de desembarque do terminal, tudo sob o olhar complacente de policiais militares e agentes de trânsito e transporte da Transalvador e da Coordenação de Táxi e Transportes Especiais (Cotae).

Promessas Vazias: O Circo Continua

“Promessa é dívida,” dizem, mas parece que em Salvador, promessa é só conversa para boi dormir. A confiança dos taxistas nas autoridades baianas, sejam elas do executivo municipal ou estadual, já estava por um fio, e essa operação foi a gota d’água. Como um desfile de carnaval sem música, a ação da SETUR não passou de um momento de euforia seguido por um marasmo previsível.

A Desilusão dos Taxistas

Os taxistas, calejados pelas promessas não cumpridas e operações ineficazes, já esperavam por esse desfecho. “Não adianta chorar pelo leite derramado,” comentaram alguns, enquanto outros usaram metáforas ainda mais contundentes para expressar sua frustração. “É o mesmo que colocar a raposa para tomar conta do galinheiro,” disse um taxista, resumindo a percepção de que as autoridades não têm real interesse em resolver o problema.

Uma Dança Sem Fim

A situação no aeroporto de Salvador é uma dança sem fim entre operações teatrais e a persistente realidade dos motoristas clandestinos. Enquanto isso, os taxistas, que tentam trabalhar dentro da lei, sentem-se cada vez mais abandonados. “Estamos no mesmo barco furado,” reclamou um veterano, cansado de ver as mesmas cenas repetidas como um filme de quinta categoria.

E Agora?

A população e os turistas que chegam ao aeroporto de Salvador merecem um serviço de transporte seguro e regulamentado. No entanto, até que as autoridades deixem de lado as operações de fachada e assumam um compromisso sério com a fiscalização e a ordem, os taxistas continuarão a sentir que estão jogando para perder em um jogo onde as regras mudam conforme a conveniência política.

“Quando a esmola é demais, o santo desconfia,” e no caso dos taxistas de Salvador, a desconfiança já virou descrença total. Fica a pergunta: até quando assistiremos a esse circo político sem resultados práticos?

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