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Contra a concorrência o melhor remédio é o bom atendimento

Em Lauro de Freitas, o taxista José Cleber tem se diferenciado na prestação do serviço

 

Em tempos de concorrência de aplicativos muitos taxistas reclamam da redução do faturamento e da dificuldade que têm em conseguir passageiros. Diferentemente do que pensa a maioria, existem, sim, aqueles que conseguem trabalhar sem se preocupar com a concorrência.

 

O taxista de Lauro de Freitas, José Cleber Barreto, alvará A-0057, é a prova de que a prestação do serviço focada no atendimento de qualidade é um diferencial que os clientes valorizam.

 

Cleber é taxista, em Lauro, há seis meses apenas. Antes atuava também como taxista, mas em Simões Filho. Mesmo com pouco tempo na cidade ele investiu na compra de um novo veículo, o que ele fez cerca de três meses após o início. Antes que alguns pensem que o novo táxi foi o motivo para conquistar os clientes, na verdade a troca do veículo foi consequência, pois o taxista já atendia uma parcela significativa de clientes mesmo com o antigo veículo. O Ei, Táxi conversou com Cleber para contar as suas estratégias de negócio.

 

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“Sou um profissional do táxi, por isso estou colhendo frutos na profissão” – Foto: Divulgação

 

Ei, Táxi: Para você, o que é o serviço de táxi?

 

José Cleber: O serviço de táxi nada mais é do que você estar gerindo uma empresa dia a dia. Cada cliente que entra em seu carro é mais um negócio fechado. Se você presta um bom serviço, este cliente sempre comprará o seu serviço. O que vai variar é a quantidade de vezes que ele comprará o seu serviço num determinado período. O táxi é um negócio!

 

ET: Qual é o perfil dos seus clientes?

 

JC: Tenho vários perfis de clientes: a dona de casa ou sua auxiliar que vai fazer compras num mercado; o empresário que costuma seguir para o aeroporto; e o turista que atendo no Mais Hotel em Buraquinho. Desde aquele que ganha R$ 1.500 àquele que fatura R$ 30 mil em seu negócio. Mesmo assim, a prestação do serviço deve possuir a mesma qualidade.

 

ET: O que você tem ouvido dos seus clientes em relação aos serviços de taxistas e motoristas de aplicativos?

 

JC: Os motoristas de aplicativos aproveitaram uma brecha deixada pelo taxista com relação à prestação do serviço. Taxistas deselegantes, mal educados, mal vestidos, carros sujos, além da demora no atendimento. Ouço dos clientes que o taxista se tornou um profissional ultrapassado; um cara que entrou na zona de conforto e se acomodou. Além disso, o profissional do aplicativo veio de outra linha; uma pessoa desempregada de outra área que passou a oferecer o serviço como ele gostaria que oferecessem pra ele. Pra mim, essa é a diferença entre os dois profissionais.

 

ET: Você tem ponto fixo na praça?

 

JC: Sim. No Mais Hotel, em Buraquinho. Lá temos turistas e profissionais ou clientes que frequentam também o Mais Empresarial.

 

ET: Você trabalha com aplicativos para taxistas?

 

JC: Sim. É uma das ferramentas mais importante do meu faturamento mensal. Possuo três Apps para taxista.

 

ET: Qual é a sua estratégia em relação ao preço?

 

JC: Ela está mais ligada à fidelização do cliente, algo a médio e longo prazo. Nunca vendo preço, sempre vendo serviço. Com isso, eu consigo sair na frente do meu concorrente. Vender preço é permitir comparação com os carros particulares. Após a primeira viagem, o cliente percebe a qualidade do meu serviço e nem questiona o preço. Mesmo assim, a partir da segunda viagem eu começo a dar descontos. Dessa forma, a fidelização do cliente é mais fácil.

 

ET: Quantos clientes fidelizados você possui?

 

JC: Hoje, a minha carteira de clientes fidelizados, corresponde a cerca de 28% do meu faturamento mensal, ou seja, eu praticamente pago as despesas do negócio com os meus clientes fidelizados; o restante, uma parte é para despesas pessoais, outra eu reinvisto e ainda poupo uma parcela.

 

ET: O que os seus clientes mais valorizam em sua prestação de serviço?

 

JC: Conhecimento. Eu procuro estar atualizado para conversar sobre vários assuntos, desde as notícias de política às notícias banais.

 

ET: Como você monta o seu plano de trabalho diário?

 

JC: Começa com o agendamento dos clientes fidelizados: aqueles que viajam, aqueles que têm agenda médica, agenda de mercado e o agendamento com os clientes idosos. Só depois disso me dedico aos clientes livres.

 

ET: Qual a dica que você daria para seus colegas?

 

JC: Simples. Vendam serviço e esqueçam os aplicativos de carros particulares. A partir do momento em que o taxista esquecer o concorrente e focar na prestação do seu serviço, o faturamento dele melhora. Se o taxista passa o dia pensando no aplicativo, ele continuará no mesmo problema, sem enxergar a solução que está dentro do próprio negócio. Mas pra pensar na solução, é preciso estar preparado para um bom atendimento.

 

 

 

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4 respostas

  1. Exatamente isso, sou taxista aqui em Salvador a três anos e trabalho também assim. Não importa se a corrida é apenas um quarteirão o tratamento será o mesmo do próximo passageiro que irá para o aeroporto. O táxi é uma empresa e tem que ser tratado como tal. Amo o que eu faço e por isso me dedico e invisto cada vez mais.

  2. Concordo, também penso assim e a Local Tax e Turismo, trabalha na mesma linha. No diferencial do atendimento!

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