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Carreata contra Uber: mobilização verdadeira ou interesse político?

Trânsito ficou lento na Bonocô - Foto: Natally Acioli - G1/BA
Trânsito ficou lento na Bonocô – Foto: Natally Acioli – G1/BA

 

 

A Associação Metropolitana de Taxistas (AMT) organizou uma carreata de táxis em protesto à chegada do aplicativo Uber, no último dia 13, em Salvador. A carreata saiu da Av. Mário Leal Ferreira, às 9h40, sentido à prefeitura de Salvador, no Centro da cidade.

 

A justificativa da associação sobre a carreata foi de apoiar as apreensões realizadas pela prefeitura, bem como alertar à população dos riscos que os passageiros correm ao usar o transporte irregular e da concorrência desleal que o aplicativo oferece aos taxistas.

 

Essa atitude de organizar-se contra a chegada do aplicativo realmente é salutar, ainda que tardia. A categoria precisa estar unida e preparada para os próximos dias, pois o aplicativo tem atuado de forma marginal à Lei e aos regulamentos municipais, o que afeta diretamente a vida do taxista.

 

O fato da organização em prol da categoria não se questiona. O que não se entende é a escolha da manifestação para o assunto. Convocar uma carreata, movimentando dezenas de táxis pelas ruas do Centro de Salvador, não parece ser a estratégia mais adequada. Como era de se imaginar, o trânsito ficou lento na região, o que gerou transtorno à cidade e às pessoas. Não bastasse todo o contratempo provocado, a carreata promoveu ainda mais o aplicativo, gratuitamente. A redação do Ei, Táxi acompanhou as FMs da capital e ouviu não só reclamações da população quanto à carreata como também percebeu o quanto se falou em Uber naquele dia.

 

A prefeitura, através de Marcelo Tavares, coordenador da Cotae – Coordenação de Táxi e Transportes Especiais – confirmou que recebeu a solicitação para ordenar o trânsito nos locais por onde passaram a manifestação.

 

E aí, vêm os questionamentos: É inteligente fazer uma carreata e atrair com ela a insatisfação da população que se vê prejudicada? Alguém parou pra avaliar a mídia que foi gerada espontaneamente em benefício do aplicativo? Se a carreata era de apoio à prefeitura, por que então o cidadão merecer ser punido com lentidão no trânsito? Se a prefeitura preza pela fluidez do trânsito, por que então apoiar um movimento que vá causar engarrafamento nas vias? Se a Uber chegaria a Salvador, como chegou, por que o líder do movimento não reconheceu isso no passado em reuniões da própria categoria e, só agora, resolveu mais uma vez aparecer como o “salvador da pátria”? Será que o objetivo foi esse mesmo ou tudo não passou de cena política?

 

Realmente, fica difícil acreditar nesses movimentos que supostamente pregam o bem do taxista, mas vêm carregados de dúvidas sobre as reais intenções. Não se pretende, aqui, diminuir o problema que esse aplicativo irá causar, até porque o Ei, Táxi vem noticiando o que líderes como Vicente Barreto, presidente da Coometas, e Gilberto Silva, presidente da Coastáxi, vêm fazendo há bastante tempo na luta contra a Uber. Claro, o Ei, Táxi jamais deixaria de estar ao lado do taxista, ainda mais agora no momento em que a classe começará a enfrentar mais essa concorrência ilegal que é o serviço prestado pelos motoristas da Uber. Porém não se deve fechar os olhos para essas indagações, até porque 2016 é ano eleitoral e nesses anos todos viram anjinhos.

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