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Campanha contra transporte clandestino no aeroporto de Salvador contrasta com realidade nos terminais

campanha informativa para combater o transporte clandestino no aeroporto de Salvador
Apesar da importância da campanha, a realidade nos terminais de Salvador, como o aeroporto, a rodoviária e o ferry boat, mostra uma situação preocupante - Foto: Divulgação

O governo da Bahia, em parceria com a Salvador Bahia Airport, lançou uma campanha informativa com o objetivo de combater o transporte clandestino no aeroporto de Salvador. A peça publicitária destaca: “Transporte Clandestino. Parece igual, mas a diferença está na sua segurança. Não arrisque. Transporte Regular, Turismo Legal”. A campanha visa conscientizar os passageiros sobre os riscos de utilizar transportes não regulamentados e incentivá-los a optar por serviços legalizados para garantir a segurança.

No entanto, apesar da importância da campanha, a realidade nos terminais de Salvador, como o aeroporto, a rodoviária e o ferry boat, mostra uma situação preocupante. As autoridades frequentemente parecem fechar os olhos para a presença de veículos clandestinos operando sem regulamentação. Esses motoristas não apenas competem deslealmente com os profissionais regulamentados, mas também expõem os passageiros a riscos significativos de segurança, já que não há garantias sobre a condição dos veículos ou a idoneidade dos condutores.

No aeroporto de Salvador, é comum encontrar motoristas clandestinos abordando passageiros e oferecendo serviços a preços atrativos, porém sem qualquer tipo de controle ou segurança. Situações semelhantes ocorrem na rodoviária e nos terminais do ferry boat, onde a falta de fiscalização efetiva permite que o transporte clandestino prospere. A facilidade de acesso a esses serviços ilegais contrasta fortemente com a mensagem da campanha lançada pelo governo.

O recente assassinato do taxista Regivaldo dos Santos Santana, de 51 anos, abalou profundamente a categoria dos taxistas e chocou a sociedade de Salvador. O crime, ocorrido na tarde do dia 11, não apenas revelou a violência latente no setor, mas também trouxe à tona uma problemática que há muito tempo assola o Aeroporto de Salvador: a presença constante de motoristas clandestinos e a ilegalidade que permeia o local.

Regivaldo dos Santos Santana, identificado pelo alvará A-6111, foi brutalmente assassinado a facadas por um colega de profissão. Uma disputa por vaga em um ponto de táxi teria sido o motivo. Este trágico evento destacou uma realidade frequentemente invisível para muitos: as brigas e tensões que os taxistas enfrentam diariamente na disputa por passageiros.

Brigas entre taxistas e motoristas clandestinos são frequentes no aeroporto. A disputa por passageiros, intensificada pela presença de transportadores irregulares, cria um ambiente tenso e perigoso. Houve casos de confrontos físicos entre os próprios motoristas clandestinos, além de incidentes envolvendo taxistas regulamentados que tentam proteger seu espaço de trabalho legítimo.

A situação no aeroporto de Salvador é conhecida e foi denunciada diversas vezes às autoridades competentes. No entanto, as respostas têm sido insuficientes. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, o prefeito de Salvador, Bruno Reis, e o Ministério Público da Bahia foram todos alertados sobre a gravidade da situação, mas pouco ou nada foi feito para resolver o problema.

A omissão das autoridades é alarmante. A presença descontrolada de motoristas clandestinos não só infringe a lei, mas também coloca em risco a segurança pública. Passageiros desavisados podem ser vítimas de crimes, desde fraudes até assaltos, ao aceitar serviços de transporte não regulamentados.

Os taxistas que atuam no aeroporto de Salvador clamam por ações imediatas para garantir a segurança e a legalidade no transporte no terminal aéreo. As autoridades precisam implementar medidas rigorosas para coibir a atuação de motoristas clandestinos, protegendo tanto os passageiros quanto os taxistas regulamentados.

A tragédia que ceifou a vida de Regivaldo dos Santos Santana deve servir como um catalisador para mudanças. Não se pode permitir que a ilegalidade e a violência continuem a dominar um dos principais pontos de entrada de nossa cidade.

As autoridades devem tomar medidas mais concretas para resolver esse problema. É essencial intensificar a fiscalização e garantir que as ações de combate ao transporte clandestino não fiquem apenas nas campanhas publicitárias. Apenas com uma atuação firme e constante será possível assegurar que a mensagem de segurança propagada nas campanhas seja refletida na prática, proporcionando um ambiente mais seguro e justo para todos os usuários e profissionais dos serviços de transporte em Salvador.

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