Eleições na ATASF servem de exemplo para associações e sindicatos baianos

  • Eleições na ATASF servem de exemplo para associações e sindicatos baianos

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    Sede da ATASF – Foto: Ei, Táxi

     

    Os taxistas de Simões Filho, cidade da Região Metropolitana de Salvador, distante cerca de 26 km, estão na expectativa da chegada do dia 31 de outubro. Tudo porque nesta data acontecerão as eleições da Associação dos Taxistas de Simões Filho – ATASF.

     

    O atual presidente, José Nilton Rebelo concorre pela chapa 1 (O Trabalho Continua), enquanto que a chapa 2 (Mudar para Avançar) tem como candidato o ex-presidente, Jesival Xavier. O Ei, Táxi traçou um raio-x dos candidatos, o que eles identificam como maiores desafios e suas propostas para a associação.

     

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    José Nilton – Foto: Divulgação

    • Candidato: José Nilton Rebelo Campos, 59 anos, natural de Euclides da Cunha-BA, taxista há 22 anos e há 8 anos à frente da Atasf (2010-2017).

     

    • Chapa 1 (O Trabalho Continua): – Presidente: José Nilton; – Vice-Presidente: Edson Souza Silva; – Primeiro Secretário: Rosália Maria dos Santos Lopes; – Segundo Secretário: Avanildo Silva Dantas; – Primeiro Tesoureiro: Ricardo Almeida Batista; e – Segundo Tesoureiro: Jadilson Silva Ferreira Plácido.

     

    • Principais Realizações à frente da Atasf: – Construção de sede própria, pontos de apoio e reforma;   – reforma geral do escritório;  – wi-fi, computador e impressora disponíveis para os associados;  – diversas parcerias com empresas e órgãos públicos;  – fardamento para todos os associados e funcionárias;  – doações de cestas básicas e medicamentos;  – confecção do cartão do SUS;  – distribuição de brindes para os taxistas;  – auxílio aos taxistas; eventos de confraternização;  – curso de informática para a 3ª idade;  – confecção da tabela de preços com a distância dos municípios, valor da viagem e despesas com combustíveis;  – auxílio na aquisição de veículos novos.

     

    • Propostas: – Construção de novos pontos de apoio com dormitórios, cobertura e isolamento térmico;  – wi-fi nos pontos de apoio;  – identificação dos pontos de táxis com placas e sinalização no solo;  – estabelecer outras parcerias, especialmente na área médica e com empresa de GNV;  – montar um lava jato para o taxista com valor diferenciado;  – fechar uma parceria para o desenvolvimento de um aplicativo exclusivo para os taxistas atenderem toda a população.

     

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    Jesival Xavier – Foto: Divulgação

    • Candidato: Jesival Xavier da Conceição, 51 anos, natural de Simões Filho-BA; há 21 anos como taxista e 2 anos à frente da Atasf (2007-2009).

     

    • Chapa 2 (Mudar para Avançar): – Presidente: Jesival Xavier;  – Vice-Presidente: Douglas Araújo Queiroz; – Primeiro Secretário: Warnei José da Silva; – Segundo Secretário: Franco Dani Correia de Souza; – Primeiro Tesoureiro: Josesito Martins dos Santos; e – Segundo Tesoureiro: Cláudio Correia da Conceição.

     

    • Problemas que identifica na Atasf:  – Várias promessas que não foram cumpridas pela atual gestão, após estes quatro mandatos;  – parceria com a prefeitura que só trouxe burocracia e aumento de taxas para a renovação do alvará 2017;  – aumento de burocracia no processo de compra do veículo com a Desenbahia;  – o presidente está descumprindo o estatuto quando decide gastar o dinheiro da associação, mas só se reúne com a diretoria;  – todas as cooperativas e empresas que faziam parte da associação se afastaram;  – o índice de inadimplência aumentou em mais de 40%;  – um mandato sem transparência com tomada de decisões isoladas.

     

    • Propostas:  – Diminuição do preço do pedágio;  – construção de uma área de lazer para os taxistas;  – retomar ações de lazer e esportes como o time de futebol da classe;  – estabelecer convênios médicos e sociais;  – criação do seguro no valor de R$ 100,00 para o táxi do associado.

     

    A votação acontecerá das 8h às 17h, na sede da associação, localizada no Recanto do Sol ao lado do Supermercado Dia, em Simões Filho. A ATASF possui cerca de 1750 associados, mas 750, destes, estão aptos a participarem da escolha do novo presidente. O voto não é obrigatório.

     

    O processo eleitoral da ATASF pode ser classificado como o mais disputado e democrático do estado. Não existe outra associação e/ou sindicato que exerça o pleito eleitoral com tanta organização e credibilidade junto aos seus eleitores como o da associação de Simões Filho. O sindicato de taxistas de Salvador, por exemplo, sequer passa por uma disputa parecida, a última sucessão aconteceu de forma nebulosa e distante do interesse do taxista soteropolitano.

     

    Entenda o caso do Sinditaxi de Salvador

     

    O processo eleitoral aconteceu no dia 24/9/2015, mas a atual diretoria não comprovou a publicação de edital de convocação das eleições como manda o estatuto.

     

    Na época, Gilberto Silva, presidente da Coastaxi, e o então taxista auxiliar, Josué Morais, denunciaram que tudo estava ocorrendo de forma irregular. Além da inexistência do edital de convocação, havia indícios de irregularidades nos trâmites exigidos pelo estatuto com objetivo de permitir que associados inaptos votassem, segundo relataram os dois taxistas.

     

    Josué Morais, mesmo não estando em dia com o pagamento exigido pela entidade, votou na chapa apresentada. “A assistente do presidente me telefonou avisando que minha carteira já estava pronta e me chamou para comparecer no dia 24/09. Quando cheguei lá, ela pediu que assinasse e votasse”, explicou Josué que ainda votou no lugar da esposa que sequer compareceu ao local.

     

    Até hoje, não se sabe, realmente, quais eram os integrantes da chapa do então presidente, Carlos Augusto (Assanhaço), uma vez que não houve clareza no processo. O taxista Jorge Santana, que se apresentava como vice-presidente do sindicato, com a morte de Assanhaço, não assumiu. Segundo rumores, ele foi afastado por membros da diretoria que passaram a responder pelo órgão.

     

    Os taxistas de Salvador seguem à deriva quando se trata de representatividade institucional. O que não fica claro é se a categoria não tem interesse em ter um sindicato que o represente ou se não quer mexer no vespeiro. O que é público e notório é que o taxista da capital não reconhece o sindicato como a sua representação de classe.

     

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